Com Curitiba consolidada entre os principais polos de inovação do país e o Paraná ganhando espaço na nova economia, empresas do estado enfrentam um desafio cada vez mais estratégico: transformar inovação em projetos aptos a captar recursos públicos. Apesar da crescente oferta de capital não reembolsável para tecnologia e pesquisa, muitas startups e empresas ainda ficam de fora dos editais por falhas técnicas no enquadramento e na estruturação das propostas.
O cenário chama atenção diante do aumento da demanda nacional por recursos de inovação. Em uma das chamadas públicas recentes da FINEP, voltada ao setor da saúde, empresas brasileiras submeteram mais de R$ 2 bilhões em projetos para a disputa de financiamento público.
Ao mesmo tempo, parte significativa das propostas acabou barrada ainda nas fases iniciais de avaliação por inconsistências técnicas e inadequação aos critérios exigidos nos editais.
Debate ganha força no Paraná
A discussão ganha relevância especialmente no Paraná, estado que vem fortalecendo seu ecossistema de inovação nos últimos anos. Curitiba aparece entre os principais polos tecnológicos do Brasil, impulsionada pela presença de universidades, startups, centros de pesquisa e iniciativas voltadas à transformação digital e empreendedorismo inovador.
“Hoje, muitas empresas têm boas ideias e projetos inovadores, mas ainda perdem oportunidades de captação por não compreenderem os critérios técnicos dos editais. Nosso objetivo é justamente aproximar o ecossistema dessas possibilidades e mostrar que o acesso à subvenção econômica pode ser mais estratégico e acessível do que muitos imaginam”, afirma Marcelo Moura, diretor da HOTMILK, ecossistema de inovação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.
Nesse contexto, o ecossistema de inovação da PUCPR, promoveu no dia 13 de maio, o evento gratuito “Como se Enquadrar para os Projetos de Subvenção da FINEP”, no Hub HOTMILK, em Curitiba. A proposta é aproximar empreendedores, empresas e profissionais do ecossistema das oportunidades de financiamento público para inovação.
O encontro abordou, de forma prática, como funciona o processo de seleção e avaliação da FINEP, quais são os critérios de enquadramento para projetos de subvenção econômica e como estruturar propostas mais competitivas para aumentar as chances de aprovação. Também foram discutidos os erros mais recorrentes que levam empresas à reprovação em editais públicos de inovação.
Outro destaque da programação foi uma demonstração ao vivo do Capital Hub, plataforma voltada ao mapeamento de editais e oportunidades de financiamento à inovação no Brasil. A ferramenta permite identificar chamadas abertas em tempo real conforme o perfil e a área de atuação da empresa.
o evento foi conduzido por Marcelo Figueiral, executivo com mais de 20 anos de experiência em inovação, estratégia e crescimento empresarial. O especialista possui atuação em projetos ligados à FINEP, venture capital, inteligência artificial, ESG, transformação digital e captação de recursos para startups, empresas e instituições públicas.







