Falar sobre inovação é empolgante. É ela que impulsiona negócios para novos patamares. Mas existe um ponto essencial que muitas vezes fica esquecido: inovar com responsabilidade.
Mesmo sendo consultivo, o conselheiro tem um papel estratégico que vai além de sugerir ideias ousadas. Ele precisa compreender que carrega consigo responsabilidade com a sociedade, com o meio ambiente e com a transparência das decisões.
Por isso, considero fundamental que um bom conselheiro:
- Esteja alinhado com as melhores práticas de ESG, garantindo que cada orientação leve em conta aspectos éticos, ambientais e sociais.
- Conheça (mesmo que de forma geral) as principais regras e leis, ou saiba onde consultá-las, evitando riscos que possam comprometer a empresa.
- Entenda os aspectos societários da organização, pois qualquer recomendação desalinhada com contratos, estatutos e obrigações legais pode colocar tudo a perder.
Governança não é um entrave à inovação — é a base que dá segurança para inovar sem colocar a empresa em risco. Um conselho que atua com ética, diligência e cuidado oferece à empresa não apenas crescimento, mas também reputação sólida e perenidade.
Acredito que o papel do conselheiro é atuar como um guardião do equilíbrio:
- Sim, precisamos inovar, mas com planejamento e responsabilidade.
- Sim, precisamos crescer, mas sem abrir mão da função social da empresa.
- Sim, precisamos gerar resultados, mas respeitando leis, contratos e boas práticas de mercado.
Quando isso acontece, temos empresas que se desenvolvem de forma sustentável, se destacam no mercado e constroem valor de longo prazo. Afinal, a inovação só faz sentido se vier acompanhada de ética e transparência.
E você, acredita que a governança é um acelerador para a inovação?
Esse texto foi publicado originalmente no LinkedIn



